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domingo, 15 de março de 2020

Espíritos Ancestrais dos anões

Doherim Gundrabar

Mestre ferreiro lendário entre o povo da montanha, Doherim ficou conhecido por forjar as mais belas armas já feitas por um anão, muitas vezes passando anos dobrando o metal de certas peças até que atingissem uma perfeição só rivalizada pelos elfos. É associado aos elementos do fogo, da forja e da criação.
Ex. Chama Sagrada, Criar ou destruir Água;

Brottor Martelo de Prata

O velho anão guerreiro Brottor foi um valoroso e hábil lutador nas muitas batalhas do povo sob a montanha. Abria caminho entre os inimigos com seu poderoso martelo e não havia combatente que se equiparasse a ele no campo de batalha. Só pode ser derrotado pelo único inimigo que não poderia vencer: a traição e a vilania. É associado a tudo que é relacionado a armas ou habilidades de combate.
Ex. Arma espiritual, Ajuda, Abençoar;

Gertrude Kandrakar

A mais valorosa serva de Moradin em seu tempo. As histórias contam de como sua fé, por si só, foi capaz de proteger um vilarejo inteiro contra forças invasoras até que reforços chegassem. É associada a proteção e cuidado com o próximo;
Ex. Proteção contra o Mau e o Bem, Cura, Restauração, Santuário;

Ovbir Asgrim

Professor, bardo, conselheiro de reis, esse austero anão foi um dos grandes responsáveis pela chegada das histórias do velho povo aos nossos dias. Foi o fundador de grandes bibliotecas e escolas, patrono das artes e do conhecimento, promoveu a manutenção da memória de seu povo como pouco fora feito. É associado ao conhecimento, à memória, à preservação das tradições e descoberta do novo.
Ex. Detectar magia, Zona da Verdade, Clarividência;

Bolthen Quebrapedra

Nascido nas castas mais baixas da sociedade anã, Bolthen atuava como mineiro, tradição ancestral de sua família. Mas logo o jovem rapaz mostrou-se mais hábil do que se esperava. Seu talento para trabalhar a pedra criou projetos de beleza e utilidades que mudaram a evolução de toda a arquitetura anã de seu tempo. Suas ideias permitiram a criação de cidades maiores e imponentes além de caminhos ligando as diferentes cidades por meio de gigantescas pontes e escadarias. É associado à terra, abertura de caminhos e à transposição de obstáculos.
Ex. Forma da terra, Encontrar o caminho, Liberdade de movimento;

terça-feira, 22 de maio de 2018

A Companhia Extraordinária de Neverwinter

Iniciada no final de 2017, a campanha da Companhia Extraordinária de Neverwinter se trata da nossa tentativa no módulo "As minas perdidas de Phandelver" para o D&D 5e. Começamos jogando pelo sistema Roll20 mas migramos posteriormente para o Fantasy Grounds devido a algumas facilidades que esse oferece. Os personagens foram previamente criados pelo narrador, Thomaz, mas logo cada um apropriou-se de seu personagem dando voz e características próprias. O cenário é o continente de Faerun no mundo de Forgotten Realms. Nenhum dos jogadores que integram o jogo se conhecem pessoalmente, sendo nossa comunicação apenas por meio do aplicativo Discord.

O grupo
Heróis unidos por interesses comuns que se conhecem na grande cidade de Neverwinter na Costa da Espada no ano de 1488 CV. Basicamente, surge das intenções de Aron e Autarg de montarem uma atividade em que pudessem ajudar pessoas e ganhar algum dinheiro no processo. Com isso, procuram o primo de Aron, um anão de negócios já bem estabelecido, Gundren. Juntam-se aos dois amigos um mago élfico para servir de conselheiro, um pequenino a quem Aron queria dar uma chance de melhora na vida e um jovem e indolente cavaleiro.São enviados numa missão para levar mantimentos para o vilarejo remoto de Phandalin onde parece haver algum novo projeto incrível sendo desenvolvido. Assim começa nossa história.

Aron Buscapedra (Fernando)
Nascido nas ilhas Mintarn a oeste da Costa da Espada, Aron cresceu sob regimes tirânicos que sempre assolaram sua terra. Já adulto, parte com uma companhia mercenária onde presencia coisas que não lhe deixam feliz. Em Neverwinter, sofre um naufrágio em que é salvo por aquele que se tornaria seu melhor amigo: Autarg. Juntos, ajudam como podem na reconstrução da cidade que foi assolada inúmeras vezes pelos mais diversos males. É nessa época que descobre sua vocação para o clero, percebendo que o deus para quem rezava, Marthammor Duin, protetor dos andarilhos, ouvia suas preces e lhe concedia o poder necessário para ajudar a quem precisasse. Além disso, começa a perceber a importância das tradições anãs a que nunca deu atenção. Lembra das histórias e passa a reverenciar a cultura de seu povo. Para Aron, sua história, seus costumes, a memória do povo anão é tão sagrado quanto os próprios deuses. Acredita que os espíritos de seus ancestrais, grandes heróis e figuras históricas, o protegem e concedem poder tanto quanto o poder divino.
Com seus 65 anos (adulto jovem para os padrões anões) e 1,22m, Aron tem grande coração e coloca seus companheiros e família acima de tudo. Assumiu em parte a liderança do grupo após a saída de Hyvan, mas o faz a contragosto, tentando sempre considerar as opiniões de seus companheiros mesmo que muitas vezes não concorde com as mesmas. Mesmo não chegando ao nível de Autarg, é um guerreiro razoável e opta por grande proteção. Carrega sempre por perto o símbolo de Marthammor: uma maça sobre uma bota.

Autarg de Thundertree (Felipe)
Herói do povo, homem simples e de bom coração, Autarg é um exímio guerreiro e os músculos do grupo. Tendo sofrido em sua infância um êxodo de seu vilarejo natal devido à erupção de um vulcão, jurou voltar um dia para reconstruir a morada de seus pais. Inspirou-se, para isso, na heroína Aribeth de Tylmarande que, assim como ele, veio da plebe e ascendeu ao posto de lenda. Crescendo em Neverwinter, criou pra si um nome, ajudando sempre aqueles que precisavam. Assim conheceu Aron, de quem se tornaria melhor amigo e grande parceiro.
Já não é nenhum garoto nos auge de seus 39 anos e barbas que já começam a pratear mas sua altura de 1,82m com a constituição física de um estivador ainda são capazes de incitar o medo em muitos bandidos das docas da cidade sem inverno.

Milo Esconde-Esconde (Allan)
Talvez o maior enigma da Companhia, Milo carrega em seu peito uma mágoa por seus atos passados. Passou algum tempo com o Bando da Marca Rubra de Phandalin assolando a vida de inocentes e necessitados. Roubou e matou mais do que gostaria de lembrar ou assumir. Percebendo o erro de suas ações, o pequenino foge para Neverwinter a fim de recomeçar. Mas o estigma da corrupção parece seguí-lo e é obrigado cair na criminalidade novamente. Certa vez, quando parecia certo que seria pego, Surge uma figura, um anão que, sem pedir qualquer coisa em troca, resolve lhe estender a mão a ajudá-lo. Por algum tempo, Aron não fez parte da vida de Milo, mas o halfling jamais se esquecera do gesto que salvara sua vida. Anos depois, reencontrando seu salvador, resolve seguí-lo e ajudá-lo, dando início a uma grande amizade de pequenos indivíduos.

Paelias Quess'ar'Teranthvar (André)
Fiel seguidor de Oghma, deusa do conhecimento, o elfo Paelias é um erudito e intelectual nas melhores acepções das palavras. Dedicou sua vida aos estudos e à demonstração das verdades do mundo. Junto a sua coruja Luna, perseguem pistas do que quer que seja que possa servir ao progresso do conhecimento, mundano ou mágico. Havendo a necessidade de um conselheiro e consultor de assuntos mágicos para a empreitada que se seguiria, Gundren contrata o jovem elfo para acompanhar o grupo.
Sempre bastante reservado mas de fina educação e erudição contrastantes com as de seus companheiros crescidos entre a plebe, Paelias passa boa parte de seu tempo metido com livros, materiais alquímicos e seus experimentos mágicos. Isso não significa, porém, que não seja eloquente em seus discursos: quando surge a necessidade, utiliza de sua vasta inteligência para deduzir logicamente os mais complexos problemas e convencer os outros por meio de sua retórica.Se Aron usa seu coração e Autarg seus músculos, Paelias refinou sua mente a ponto de torná-la uma poderosa arma.

sábado, 17 de março de 2018

Companhia Extraordinária - Fichamento das Aventuras 12 a 22

12) 19.02.2018

- Pegamos alguns itens da pilhagem de Venomfang incluindo joias, alguns pergaminhos e um machado mágico de nome “Talho”.
- Somos escoltados pelo pelotão de volta a Neverwinter onde nos recuperamos e tentamos melhorar nosso equipamento.

13) 26.02.2018

- Compramos cavalos em Neverwinter e partimos para Phandalin.
- No caminho, paramos no covil dos goblins a fim de recuperar as mercadorias roubadas mas a caverna fora completamente limpa.
- Seguimos para Conyberry a fim de lidar com a questão da Banshee.
- Lidamos com os locais e seguimos floresta adentro rumo à cabana dela.
- Paramos de frente para a cabana.

14) 05.03.2018

- Encontro com a Banshee em Conyberry.
- Na saída da cabana, encontramos dois bárbaros da vila cujo respeito conquistamos e que nos guiaram pelo floresta de volta à vila.
- Embate e perseguição a Venomfang. Muitos da vila morrem.
- Venomfang morre. No embate final, Aron e Autarg caem.

15) 12.03.2018

- Derrotado o dragão, Autarg reza para sua mãe próximo ao corpo da criatura.
- Voltamos para a vila e somos recebidos como heróis. Uma grande festa acontece e todos dançam, cantam e divertem-se por algum tempo, a exceção de Aron que carrega o peso da culpa pelos últimos acontecimentos.
- Um retumbar distante quebra o clima de festividade. Apreensão e medo. Surge um pequeno exército de cultistas humanóides com traços dracônicos.
- Ameaçam a todos em busca da cabeça do dragão e atacam o povo do vilarejo.
- Não vendo alternativa, o grupo sai de seu esconderijo e revela a cabeça do dragão morto que havia sido enterrada. Seu líder, um meio-dragão negro toma a frente e Paelias conquista um poderoso inimigo.
- Garantindo a segurança da população, pegamos apenas o essencial e partimos para oeste, novamente rumo a Phandalin.
- Conversamos com Garaele e seguimos para o Castelo Cragmaw enquanto os selvagens aguardam na periferia de Phandalin.
- Paelias envia sua coruja para sobrevoar todo o entorno do castelo de forma a servir de batedora para o grupo e acaba por encontrar a área onde Gundren é mantido refém.

16) 19.03.2018
- O grupo decide seguir direto para a sala onde o primo de Aron se encontra e, para isso, contornam o castelo pela face norte.
- Milo encontra uma pequena passagem por onde todos entram e, tentando ser o mais furtivos possível, seguem rumo à sala onde Gundren se encontra.
- Quando se preparam para entrar, estando todos em um pequeno corredor, são surpreendidos por um sentinela que atravessava a área. Lidam com o sentinela, mas não antes que seu companheiro fuja e ele solte um forte urro.
- Autarg arromba a porta da sala e se depara com o Rei Grol, um enorme Bugbear, seu companheiro lobo e uma terceira figura feminina, uma elfa negra. O grupo prontamente os ataca, mas a elfa negra escapa levando um mapa que estava sobre a mesa consigo. Grol e o lobo partem para cima de Autarg com golpes fortes.
- Vendo seu amigo em perigo, mesmo sendo atacado, Aron invoca um poder que paraliza o grande Bugbear, dando chance ao grupo de lidar com o lobo e posteriormente com Grol em um belíssimo golpe final de Milo.
- Inimigos derrotados, o grupo vai ver a situação de Gundren que estava caído num canto da sala bastante ferido, vítima de forte tortura. Aron usa seus poderes para curá-lo mas, quando o anão recobra um pouco de consciência, parece sofrer de amnésia e forte confusão. Há urgência para que saiam e Gundrem continua a não se lembrar de coisa alguma e repetir a necessidade de encontrar um mapa, o mesmo que a elfa negra levou.
- Irritado e impaciente, Aron conjura mais uma cura sobre seu primo que agora parece recobrar um pouco da sua antiga consciência.
- Saem correndo a cavalo do castelo rumo a Phandalin.

17) 23.04.2018
- Entramos na mina perdida. No salão inicial, encontramos o corpo de Tharden, primo de Aron e irmão de Gundren. A bota mágica que usava é dada para Aron.
- Seguimos por corredores tortuosos e nos deparamos com uma criatura gelatinosa que atacou o grupo. Tendo derrotado, seguimos adiante.

18) 30.04.2018
- Abrimos a porta do templo de Dumathoin.
- Enfrentamos o Aranha junto com seus lacaios. Derrotamos o vilão e encontramos alguns itens mágicos em seu corpo.

19) 07.05.2018
- Tendo derrotado o Aranha, os heróis entram no templo dessecrado de Dumathoin lentamente, certificando-se de que todos os inimigos foram realmente derrotados.
- Após recolher os espólios do mago, queimam seu corpo mas não antes de Autarg cortar sua cabeça para levar como prova de sua derrota.
- Enquanto o grupo se prepara para seguir caminho pela caverna, Aron realiza uma pequena prece junto à estátua do deus em memória de todos aqueles que morreram, em especial seu primo Tharden.
- Seguem pelo corredor leste para fora da sala entrando numa câmara próxima trancada com uma chave encontrada no corpo do vilão. Ao abrir a porta, Aron depara-se com o corpo flagelado de um jovem anão. Reconhece-o imediatamente: é Nundro que fora torturado até o limite de suas capacidades.
- Aron corre em direção ao primo esquecendo-se de qualquer cuidado que pudesse ter ao fazê-lo. Usa seus poderes divinos e mundanos para restaurar alguma saúde ao familiar ferido.
- Recobrando a consciência de Nundro, uma grande comoção toma conta. Resolvem que a sala onde estão será um bom ponto de descanso mas não antes de convocar Gundren que estava na entrada da caverna para juntar-se a eles.
- E assim, o grupo se instala na pequena sala para um breve respiro. Sorrisos, risadas e uma alentadora trégua dos últimos desafios vividos se instala em meio aos companheiros. Enfim, a Companhia Extraordinária pode descansar. Ao menos por enquanto...

20) 21.05.2018
- Deixando os primos de Aron dentro da sala fechada por chave, o grupo segue adiante no corredor chegando a um grande salão com uma enorme fenda no chão do lado oposto. Descobrem um pequeno grupo de Bugbears liderados por um Drow que parecem executar alguma ação dentro da fenda.
- O grupo não exita e realiza um ataque surpresa contra os inimigos. O drow, quase escapa mas, após ataques de seus companheiros, Aron finaliza o inimigo com uma rajada de energia necrótica.
- A criatura transforma-se em algo mais, revelando não ser um drow em realidade mas alguma coisa com o poder de assumir outras formas.
- O combate terminado, o grupo investiga os caminhos possíveis e o interior da fenda onde as botas mágicas de Aron se mostram de grande valia. Lá, encontra um esqueleto vestido com luvas metálicas mágicas que são prontamente guardadas para futura inspeção por Paelias.
- Resolvem seguir pela passagem nordeste que chega a uma lagoa subterrânea que, em seus movimentos derivados de geiseres subaquáticos, provoca o grande barulho que ecoa pelo complexo cavernoso inteiro.

21) 28.05.2018

22) 04.06.2018
- Chegamos ao núcleo da Forja das Magias e enfrentamos um grupo grande de zumbis e uma grande caveira flutuante com incríveis poderes arcanos.
- Após um difícil combate, derrotamos as criaturas mortas-vivas.
- Os personagens vislumbram figuras e imagens de outro tempo, outra era. Os próprios deuses surgem diante deles
- Fim da campanha

Companhia Extraordinária - Fichamento das Aventuras 01 a 11

01) 11.12.2017

- Saída de Neverwinter com mantimentos de Gundren.
- Emboscada na estrada a caminho de Phandalin.
- Seguimos trilha até covil dos goblins.
- Lidamos com sentinelas e enfrentamos armadilha de água duas vezes até chegarmos a câmara com goblins, seu líder e Sildar feito refém.
- Concordamos em lidar com inimigo de Yeemik, um bugbear chamado Klarg.

02) 18.12.2017
- Seguimos para o outro lado da caverna onde somos emboscados por Klarg e outros goblins.
- Nesta sala, encontramos mercadorias roubadas.
- Voltamos a Yeemik e libertamos Sildar.
- Seguimos para Phandalin.

03) 27.12.2017
- Chegamos à noite em Phandalin e todos dormem na estalagem a exceção de Aron que dorme na carroça para guardá-la.
- Sofremos emboscada dos bandidos logo pela manhã, mas os afugentamos, derrotando um ou outro.
- Andamos pelo vilarejo conhecendo suas personalidades: Garaele, Harbin Wester, Halia e outros. A cidade também tem seus problemas e todos parecem ter missões para resolvermos.

04) 03.01.2018
- A filha do taverneiro nos procura para nos falar de seu amigo que sumiu, supostamente sequestrado pelos bandidos que assolam a região. Segundo ela, há algum tipo de passagem para o covil do grupo dentro do bosque a sudeste.
- Conversamos com mais alguns moradores da região e conhecemos Qeline, uma halfling anciã com seus muitos filhos. Passamos uma tarde com a senhora onde nos divertimos, comemos e fumamos um bom cachimbo.
- Ao fim do encontro, decidimos que deveríamos salvar o garoto ao mesmo tempo que desmantelamos a "quadrilha".

05) 08.01.2018
- Entramos na masmorra sob a mansão Tresendar pelo túnel da floresta indicado pela filha do estalajadeiro.
- Chegamos à câmara do Nothic e, após um diálogo complicado, concordamos em lhe trazer o corpo do líder do bando, o mago conhecido por Cajavidro.
- Chegamos a uma câmara com sepulturas em que derrotamos 4 esqueletos.
- Ao lado da câmara, uma prisão em que eliminamos um inimigo e subjugamos outro. Nas celas, uma mulher, uma menina e uma criança halfling.
- Seguindo o caminho, nos deparamos com uma armadilha de alçapão em um corredor.

06) 15.01.2018
- Entramos na sala da cisterna e derrotamos 3 bandidos em um cômodo adjacente tendo subjugado um deles e feito-lhe refém.
- Libertamos a família que estava aprisionada na masmorra e os escoltamos até o vilarejo.
- Voltamos à caverna do Nothic e agora sem diálogo, partimos para o combate onde o despachamos rapidamente.
- Passamos por uma sala com outros bandidos que jogavam cartas.
- Chegamos ao laboratório de Cajavidro e recuperamos alguns itens de interesse ao grupo.
- Vimos um rato em fuga da sala que imaginamos ser o familiar do mago e o eliminamos.

07) 22.01.2018
- Entramos no quarto de Cajavidro e Autarg é prontamente atacado por Hyvan que - Vendo a porta de uma passagem secreta aberta, Autarg segue e depara-se com o mago no escuro, imobilizando-o. Cajavidro é derrotado.
- Paelias adota o cajado de vidro que dá nome ao mago.

08) 29.01.2018
- Saímos de dentro da mansão Tresendar e seguimos para a praça do vilarejo.
- Grande mobilização e discursos de todas as partes.
- Passamos a noite na taverna e, no dia seguinte, fomos ter com Iarno Albrick, vulgo Cajavidro que se encontrava na prisão sob a casa de Harbin Wester.
- Enconramos Halia Thornton fazendo grande alvoroço na praça querendo executar os bandidos. Aron discursa mais uma vez e atrai a inimizade da mineradora.

09) 01.02.2018
- Execução dos bandidos na praça de Phandalin.
- Pegamos a missão de Edermath de eliminar os mortos-vivos no leste.
- Compramos uma mula e mantimentos no Escudoleão.
- Partimos para Thundertree passando por Neverwinter.
- Em Thundertree, enfrentamos zumbis de pó e monstros arbustos.

10) 05.02.2018
- Seguimos vasculhando as casas de Thundertree e encontramos Reidoth.
- Entramos em combate com duas aranhas gigantes.

11) 12.02.2018

- Começamos em Thundertree logo após combate com aranhas.
- Encontramos o antigo prédio de herbalistas que eram os pais de Autarg.
- Lidamos com cultistas e perseguimos o último sobrevivente. Favric era seu líder.

- Surge Venomfang que derrota o grupo que é salvo por Reidoth, Sildar, Hyvan e um pequeno pelotão de soldados.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Diário de campanha - Cartas de Aron - 12 de Kythorn de 1488


Phandalin, 08 de Kythorn de 1488


Oi Pai.

Não sei se minha primeira carta chegou pra vocês. Espero que sim porque, do contrário, meus próximos relatos não farão o menor sentido. Escrevo isso enquanto me preparo para dormir numa carroça ao relento porque alguém deve ficar de vigia. Mas adianto-me. Vamos do começo.
Como disse anteriormente, embarcamos numa jornada a fim de levar mantimentos para um vilarejo chamado Phandalin a sudeste de Neverwinter. Somos em cinco e Autarg, claro, está comigo. Há um pequenino também conosco que conheci há pouco na cidade e achei que poderia ser útil. Milo é seu nome e o rapaz, embora tenha um passado complicado (e quem não hoje em dia?), parece estar com o coração no lugar certo. Além deles, temos também um nobre cavaleiro servo de Tyr, Hyvan, e um mago elfo devoto de Ohgma, Paelias. Esses últimos dois eu conheci recentemente. Gundren insistiu que sua ajuda seria necessária e os contratou. E que bom que o tenha feito!
Saímos de Neverwinter pela manhã e a estrada estava tranquila por todo o primeiro dia. Mas no segundo dia de nossa viagem, avistamos dois cavalos mortos no meio do caminho. Temendo algum tipo de emboscada, seguimos adiante cautelosos. De fato, foi uma emboscada, o que percebemos pelas flechas negras fincadas nos pobres animais. Mal nos apercebemos da situação, fomos nós mesmos atacados por um bando de goblins. Criaturinhas vis! O que têm de fraqueza, compensam com crueldade, número e astúcia. Até mesmo o cavaleiro com sua armadura pesada foi gravemente ferido por elas. Mas ao fim, tudo deu certo e derrotamos nossos pequenos inimigos. Passado o embate, encontramos pelo chão um tubo porta-mapas. Para meu espanto e desespero, pai, as inicias rúnicas de Gundren estavam marcadas no tubo! De súbito, uma preocupação avassaladora me acometeu. Mas não encontramos corpos, apenas uma trilha que levava para o norte com as pegadas de nossos inimigos. Sem pensar duas vezes, resolvemos seguir.
Chegamos à entrada de uma caverna de onde corria um pequeno riacho. Eliminamos rapidamente dois sentinelas que se escondiam do lado de fora e entramos. Era escuro e isso dificultou muito a vida de meus companheiros. Defrontamos com um goblin que andava sobre uma ponte que cruzava o riacho e, sendo avistados, tentamos eliminá-lo o mais rápido possível para que não avisasse os outros. Ainda assim, fomos notados: logo, uma torrente d’água desce pela caverna nos acertando em cheio e nos arrastando para quase fora. Uma segunda tentativa e já estávamos um pouco mais preparados. Subimos a ponte e seguimos o caminho para oeste. Foi quando chegamos a uma câmara repleta dos pequenos seres asquerosos, porém, nada podíamos fazer: seu líder mantinha Sildar, companheiro de Gundren sob a ponta da faca. Tentamos negociar e ganhar tempo para pensar numa saída daquela situação, mas não conseguimos e tivemos de ceder: o líder Yeemik pediu que nós lidássemos com um concorrente seu do outro lado da caverna, uma criatura grande chamada Klarg. Imagine como nos sentimos tendo que realizar uma tarefa praquela criaturinha nojenta! Mas como não víamos outra opção para salvar Sildar, seguimos com o plano. No caminho, enfrentamos mais alguns goblins até que chegamos a uma outra câmara maior. Estava aparentemente vazia, mas fomos emboscados quando, de trás de um monte de caixas do que pareciam ser mercadorias roubadas, surgiram goblins e uma grande criatura com força pra rivalizar até mesmo com o Autarg. Foi uma batalha rápida, porém violenta e eu mesmo não saí ileso. O senhor deveria ter visto minha cara quando levei uma pancada que chegou a tirar o ar de meus pulmões!
Cumprido o objetivo escuso, voltamos ao líder dos goblins para terminar nosso trato e sair daquele lugar asqueroso o quanto antes com Sildar. Foi revoltante tratar com criatura tão vil, mas não podíamos simplesmente quebrar com nossa palavra. No entanto, secretamente prometemos voltar lá nem que seja para recuperar as mercadorias roubadas que são do povo de Phandalin por direito.
De volta à estrada a caminho de Phandalin, conversamos e tratamos das feridas de Sildar. Ele confirmou que os cavalos de fato eram o seu e de Gundren e que foram emboscados. No entanto, para minha tristeza, nem ele nem Yeemik sabem para onde meu primo foi levado. Desculpe, pai, juro que estou tentando. Prometo que farei de tudo pra encontrar Gundren, mas agora precisamos ir a Phandalin a fim de descansarmos e nos prepararmos para o que vem pela frente. Meus colegas foram à estalagem descansar, mas como chegamos tarde da noite, alguém precisa ficar fora para tomar conta da carroça e assumi essa função. O sol já quase raia e começo a ver os primeiros movimentos nas casas. Logo nos meteremos em mais alguma empreitada, com certeza.
Esse foi só o começo de minha viagem e Marthammor já me põe à prova dessa forma. Que o nome dos Buscapedra me ajude e me dê forças para o que há de vir.

Com saudade e carinho, seu filho

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Bio: Aron Buscapedra

Oi pai.

         Sei que faz tempo. Muito mais tempo do que deveria ser aceitável. Já se passaram quantos anos? Dez? Vinte? Não importa. Nada justifica que um filho fique tanto tempo assim afastado de sua família. Hoje percebo isso e me arrependo do tempo perdido e da preocupação que certamente causei a vocês. Só peço que entenda, pai, um pouco do que me aconteceu também.
            Em Mintarn, vocês tentaram a todo custo me dar uma vida normal e livre das influências do regente e eu serei eternamente grato a vocês por isso. Mas eu cresci e suas barbas brancas surgiram. Chegou o momento em que eu deveria ajudá-los. Em um fim de mundo como Mintarn, não existem lá muitas opções de trabalho como o senhor bem sabe. Hoje percebo que deveria ter te escutado melhor e tentado mais outras áreas. Mas não foi o que aconteceu e acabei indo para naquela porcaria de companhia mercenária. Mas isso o senhor também já sabe.
            Se, por um lado, estava feliz que não me obrigavam a pegar em armas contra ninguém, por outra eu não suportava mais lavar convés de navio, descascar batatas ou carregar coisas prum lado e pro outro como um serviçalzinho medíocre, tendo que engolir aquele bando de idiotas me chamando de “nanico” e essas merdas que os humanos falam pra se sentirem muito superiores. Não sei o quanto eu demonstrava, pai, mas cada dia naquela companhia me matava um pouco, me fazia menos eu. Sentia vergonha de mim e do que estava fazendo ao nome “Buscapedra”.
            Não bastasse isso, vi e fiz coisas que nem ouso pronunciar. Perdão, pai, por ter desonrado tanto nosso clã, nossa honra, o legado dos nossos ancestrais.
            Quando aqueles bastardos me ofereceram a oportunidade de subir um pouco no escalão, de sair do navio e estabelecer uma vida com promessas de riquezas numa “das maiores cidades da Costa da Espada”… Eu sei, mais uma vez não te escutei e por isso me arrependo tanto. Você me pediu tanto que ficasse, me garantiu de todas as formas que dariam um jeito de nos sustentarmos. Eu, agindo como um moleque idiota, ignorei tudo. Tinha raiva. Na época, achava que era do senhor, que de alguma forma estava tentando me cercear. Hoje, em perspectiva, percebo que a raiva era de mim mesmo, pai. Não provaria nada pra você ou pra mãe. Seria pra mim mesmo.
            Peguei o primeiro navio que partia rumo a Neverwinter. Algum nobre pomposo daqui estava disposto a pagar uma boa quantia por gente disposta a ajudar a cidade a se manter de pé.
            Bom, acho que não preciso mais dizer o quão arrependido estou. Nem sequer cheguei na maldita cidade e uma tempestade como nenhuma que eu já tenha visto chacoalhou a porcaria do navio como um gigante balançando um berço. O navio não segurou muito tempo e quando já tínhamos vista da cidade, os mastros se partiram e viramos. Daquela noite, carrego comigo ainda o grito desesperado dos meus companheiros tentando se salvar em meio ao mar revolto. E depois, o silêncio. Tentei nadar, mas as ondas eram fortes e algo bateu na minha cabeça. O silêncio imersivo das águas me tomava por inteiro e então, escuridão.
            Acordei dois dias depois numa cabana simples e soube que fui salvo por um estivador local. Esse homem, pai, saiu de barco em meio a uma tempestade para salvar a vida de pessoas, entende? Um homem que nada tinha a não ser sua força e seu nome: Autarg. Isso foi o começo de minha maior amizade nessa nova terra. Em meio a toda a loucura que aconteceria no mundo, sabia que podia contar com Autarg para uma boa caneca de cerveja na taverna no final do dia e ríamos e filosofávamos (depois de alguns tantos canecos) sobre a vida. E cada dia que passava, cada história que contava a Autarg sobre o meu povo, sobre minha família, sobre VOCÊS, pai… mais saudade sentia.
            Ainda assim, precisava de dinheiro e ainda fiquei um bom tempo com a companhia. Precisávamos ajudar a cidade e reconstruir e, quando não, defender-se das loucuras que aconteciam por aqui. Aquela história toda com a magia quebrada no mundo não ajudou nada, vou te dizer. Nunca entendi exatamente o que provocou tudo aquilo e, pra ser sincero, não tinha muito tempo pra pensar nessas coisas. Quando não estava ajudando na reconstrução de alguma coisa, estava lutando (por vezes, fugindo mesmo!) pela vida.
            Assim, pai, os anos se passaram e minhas barbas também cresceram. Acho que o senhor se orgulharia delas. Acumulei umas tantas cicatrizes que ainda doem. É bem verdade que também fiz umas boas amizades que ainda me fazem sorrir. Procuro pensar que não foi tudo em vão: encontrei minha vocação ajudando os outros. Cada vez mais, lembrava do que aprendemos quando crianças sobre os valores do nosso povo. É engraçado como não damos o menor valor no momento em que nos é ensinado. Pro senhor também foi assim? Imagino que não, o senhor sempre foi um anão muito melhor do que eu jamais poderia almejar ser.
            A cidade recebe muita gente de fora, gente que, como eu, precisa de ajuda para sobreviver em meio às tempestades do dia a dia, seja uma chuva forte, a falta do que comer ou simplesmente de uma mão amiga que os ajude a se levantar. Lembro-me de um rapazinho, um halfling que ajudei dessa forma. Sempre muito taciturno e calado, consegui arrancar dele um sorriso que levo na memória com carinho. Naquele momento, tive a certeza de que estava no caminho certo.
            Ajudando assim os viajantes, foi quase natural que em algum momento eu chamasse o nome de Marthamnor Duin. E pai, os deuses não se esqueceram de mim. Pelo contrário, acho que sorriem pro meu intento e sinto suas mãos guiando meu caminho. Em cada ajuda, cada pedido atendido, sinto a força dos nossos ancestrais pulsar em mim. Hoje, clamo seus nomes com vigor e orgulho. O que eu não daria pra tê-lo ao meu lado num desses momentos…
            Enfim, encontrei meu primo, Gundren. Lembra-se dele? Ele conseguiu construir um belo nome pra si por aqui. Virou um importante anão de negócios com transações por toda a Costa da Espada. Desde que o encontrei, larguei a companhia e começamos a fazer uns trabalhos juntos e tenho levado o Autarg comigo. É bom, depois de tanto tempo, ter rostos familiares por perto, gente em quem possa confiar. O primo tem ajudado bastante, tanto financeiramente quanto apoiando iniciativas de minha parte.
            Certa noite, estávamos eu e Autarg na taverna, já bem tortos, quando tivemos a brilhante ideia de começar nossa própria companhia, criar um nome pra nós. Prometemos que seríamos diferentes daquilo que vivi antes. Seríamos decentes. Seguiríamos os princípios de honra e tradição que me foram passados. Que o companheirismo, a lealdade e a amizade estariam acima de tudo. Fizemos planos e deliramos que ficaríamos ricos. Mas acima de tudo, pai, pensei que essa companhia só poderia existir pelos valores passados por você. Por isso, somos os Filhos de Rurik, em homenagem a você. Autarg não se convenceu muito de que esse seria um bom nome, mas com o tempo acho que o convenço. Afinal, se nós, o povo sob e sobre a montanha é pra ser conhecido pela teimosia, que algo de bom saia disso, não é mesmo?
            Mas enfim, estávamos bêbados. No dia seguinte, acordo com uma dor de cabeça infernal como se goblins saltitantes pulassem lá dentro e tento começar meu dia normalmente. É quando me surgem Autarg e Gundren, juntos, com uma conversa sobre precisarmos de mantimentos e veículos e de recrutar mais gente. Sem entender coisa alguma, procuro uma caneca d’água enquanto eles parecem animados com alguma coisa que não faz o menor sentido pra mim. Só depois de algum tempo e muitas perguntas desnorteadas é que entendo: Autarg e Gundren já colocavam em movimento nosso ébrio plano da noite anterior. Partiríamos em nosso primeiro trabalho assim que nossa equipe estivesse completa para algum novo empreendimento de Gundren num vilarejo a alguns dias de Neverwinter chamado Phandalin. Admito que ainda não entendo completamente o que está acontecendo, pai, mas estou feliz. Sinto Marthammor me apoiando. Penso que estamos fazendo a coisa certa.
Deixo essa carta com um mensageiro enquanto sigo meu caminho para fora da cidade na esperança de que ela o encontre forte e saudável como a lembrança que tenho de ti. E se os grandes artesãos assim desejarem, nosso reencontro ainda será forjado e eu, você e a mãe beberemos e riremos até que as montanhas não passem de montes de poeira.

Com amor, saudade e a força dos Buscapedra, seu filho,



Bio: Almata Al'Ahyr

"A dor é só o começo!" "Você não merece." Era mais uma noite fria naquela velha estalagem que aprendemos a chamar de lar...